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PF entrega material de celular de banqueiro a ministros do STF

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de setembro de 2026 17:48
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A Polícia Federal informou nesta segunda-feira (14) que entregou aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes a cópia integral do material extraído do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O aparelho foi apreendido em novembro do ano passado durante a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias.

O conteúdo do dispositivo já provocou instabilidade na Suprema Corte após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF. O documento indicava que Alexandre de Moraes era o interlocutor de mensagens enviadas por Vorcaro via WhatsApp. O ministro negou ter recebido as mensagens na data da primeira prisão do banqueiro, ocorrida em novembro de 2025.

A apuração também revelou a relação de Vorcaro com o ministro Dias Toffoli. O magistrado era sócio da empresa Maridt, que vendeu participação no resort Tayayá, no Paraná, para um fundo pertencente ao cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel. Toffoli, que deixou a relatoria do caso Master após a descoberta, afirmou que declarou os valores à Receita Federal e negou ter recebido dinheiro de Vorcaro ou Zettel.

O material contém diálogos com parlamentares, incluindo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que admitiu o contato, mas negou recebimento de valores ou contratos. Mensagens com o ex-ministro Fábio Faria também foram identificadas, citando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Entre os documentos extraídos está um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. A Polícia Federal apurou que o arquivo foi acessado por um perfil de Alexandre de Moraes. Em nota, a banca advocatícia afirmou que consultou o ministro sobre possíveis impedimentos legais e que os serviços foram devidamente prestados.

O celular também registra a organização de eventos com autoridades, como uma degustação de uísque que custou R$ 5 milhões e contou com a presença do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, além de festas temáticas.

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