A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Eredità para desarticular uma estrutura criminosa transnacional formada por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e mafiosos italianos. O grupo é suspeito de enviar ao menos 4,6 toneladas de cocaína da América do Sul para diversos países da Europa.
Agentes federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de valores em contas bancárias e aplicações financeiras de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Um dos alvos é o advogado Patrick Raasch Cardoso. O juiz Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre, da 14ª Vara Federal de Curitiba, afirmou que Cardoso utilizava sua condição profissional para levar instruções de detentos a operadores externos e lideranças do PCC.
A ação contou com o apoio da Equipe Conjunta de Investigação (ECI), acordo firmado entre Brasil e Itália entre 2020 e 2025. Participaram do esforço a PF, o Ministério Público Federal, o Ministério Público de Turim e o Departamento Anticrime de Turim do Raggruppamento Operativo Speciale Carabinieri (ROS Carabinieri).
A investigação é resultado do aprofundamento de fatos apurados nas operações Retis e Spiderweb, além de desdobramentos das operações Samba e Mafiusi, realizadas em 10 de dezembro de 2024. A PF identificou a rede criminosa em 11 apreensões ocorridas entre 2019 e 2020.
De acordo com a PF, foi descoberta uma estrutura financeira para movimentar e ocultar o dinheiro proveniente do tráfico internacional. Os investigados podem responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

