A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (17), em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba, o empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet. A ação faz parte da segunda fase da Operação Arena, que investiga crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e delitos tributários.
A PF cumpriu a ordem de prisão preventiva e executou cinco mandados de busca e apreensão, além de bloquear bens do grupo em João Pessoa e Campina Grande. Diomar Dantas detém 30% da empresa, enquanto os 70% restantes são controlados por seu primo, Ernildo Júnior Farias Santos, que já havia sido alvo de buscas na primeira etapa da operação, em agosto.
A investigação aponta que o grupo utilizava uma rede de empresas no exterior para ocultar valores de apostadores. O dinheiro era repassado a empresas de fachada e convertido em stablecoins, criptomoedas atreladas ao dólar, ou trocado por moeda estrangeira em casas de câmbio para remessa a paraísos fiscais.
Segundo a apuração, os recursos eram injetados novamente na casa de apostas sob a aparência de dividendos. A Receita Federal informou que o dinheiro lavado foi utilizado para a compra de bens de luxo e para quitar outorgas de regularização exigidas pelo governo federal desde 2025.
Entre 2022 e 2025, a Pixbet movimentou mais de R$ 2 bilhões. Em razão disso, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1,1 bilhão em bens dos investigados.
A Operação Arena é conduzida pela PF, pelo Ministério Público da Paraíba e pela Receita Federal. Na primeira fase, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em cinco estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
O advogado Nelson Wilians também foi alvo da primeira etapa, com busca em sua residência em São Paulo. O escritório de Wilians informou que a relação com a Pixbet é estritamente profissional, limitada à prestação de serviços de advocacia.

