A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta terça-feira (22), o vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil). A ação ocorreu após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora de uso restrito em um imóvel na Barra da Tijuca, durante a sétima fase da Operação Unha de Carne.
A operação investiga a posse ilegal de armas de fogo de uso restrito. Além do imóvel onde as armas foram localizadas, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços no Recreio dos Bandeirantes e no gabinete do parlamentar na Câmara Municipal do Rio. A Casa informou que nenhum material foi apreendido na sede do Legislativo.
Canella, que é coronel da Polícia Militar, foi encaminhado para a Superintendência Regional da Polícia Federal, no Centro do Rio, para a formalização do auto de prisão. A assessoria do vereador informou que o gabinete não se manifestará sobre a prisão e não esclareceu se ele já constituiu defesa jurídica.
A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela PF para desarticular organizações criminosas no estado. O nome do vereador surgiu na investigação devido à relação política com o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, preso em julho com um fuzil no carro.
Apesar do sobrenome idêntico, a PF esclarece que os dois políticos não são parentes. Jorge Canella foi eleito em 2024 e já comandou batalhão e a Secretaria de Segurança Pública de Belford Roxo. A Operação Unha e Carne também teve como alvos o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o deputado estadual Thiago Rangel.


