A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou, neste sábado (12), o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos dados extraídos pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, antes do julgamento marcado para terça-feira (15).
O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a medida é necessária para que os integrantes do tribunal tenham conhecimento prévio de todo o material para formar entendimento sobre as questões em análise.
Na sexta-feira (11), Fachin solicitou a disponibilização integral das mensagens. O relator de parte do caso, ministro André Mendonça, informou que os dados obtidos pela Polícia Federal permaneciam em um envelope lacrado em seu gabinete. Embora Mendonça tenha tornado públicas outras partes da investigação, não liberou as mensagens do envelope aos demais ministros.
Gonet escreveu que a manutenção do conteúdo sob acesso restrito compromete a igualdade de condições entre os magistrados. Segundo a PGR, a subsistência de um acesso assimétrico ao acervo informativo prejudica a paridade entre os integrantes da Corte e a colegialidade do julgamento.
Outros ministros, como Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, também defenderam que os colegas tenham acesso total ao material. O documento assinado neste sábado conta com a assinatura de Gonet, do vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand Filho e dos subprocuradores-gerais André de Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira.
A sessão plenária extraordinária de terça-feira (15) analisará a Petição 16.662 para decidir sobre a abertura de investigação sobre supostas relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Fachin negou, neste sábado, o pedido de Moraes para que este processo fosse julgado conjuntamente com outro que analisa a atuação de Mendonça, marcado para 23 de setembro.

