A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, esclarecimentos sobre o andamento de um pedido da Polícia Federal (PF) feito ao ministro André Mendonça. A solicitação, protocolada em março de 2026, busca a complementação de um relatório de inteligência financeira de uma autoridade com prerrogativa de foro.
A manifestação da PGR não identifica a autoridade citada. O órgão afirma que a existência do pedido da PF tornou-se pública após a retirada do sigilo de uma frente de investigação do caso Master. O documento mostra que a PF solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informações complementares sobre um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) mantido em segredo.
Como não há registros sobre o andamento do pedido nos autos disponibilizados, a PGR questiona se Mendonça tomou alguma decisão ou se o procedimento não teve movimentação. Caso a decisão tenha sido favorável, a procuradoria quer saber se o documento já pode ser consultado pelos ministros da Corte.
A apuração envolve o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Brasília. A retirada de sigilo de dados da rede de pagamentos de Vorcaro e da instituição financeira expôs um dos relatórios de inteligência produzidos. Os RIFs são documentos técnicos do Coaf sobre operações atípicas ou suspeitas.
O STF já tornou públicos 53 procedimentos do caso Master por determinação de Edson Fachin. A PGR também concordou com a retirada de sigilo de outro conjunto de documentos, após pedido do ministro Alexandre de Moraes no domingo (13). Moraes solicitou a abertura de um inquérito antes da sessão de terça-feira (15).
O julgamento de amanhã discutirá se o STF deve analisar informações sobre uma suposta relação entre o ministro e Daniel Vorcaro. Após a concordância da PGR, Fachin solicitou que Mendonça adotasse as providências para levantar o sigilo.

