As prestações de contas parciais entregues no domingo mostram que Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD), candidatos ao governo do Rio, utilizaram majoritariamente recursos do fundo partidário. Ruas gastou R$ 12,417 milhões de R$ 18,338 milhões arrecadados, enquanto Paes declarou despesas de R$ 7,485 milhões sobre R$ 17,397 milhões recebidos.
O PSD investiu em nomes próximos ao ex-prefeito Paes na bancada federal e em alianças no interior para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A legenda recebeu R$ 34,5 milhões do diretório nacional, destinando R$ 13 milhões para a campanha de Paes e R$ 3,1 milhões para a disputa de Pedro Paulo ao Senado. Dos 47 candidatos a deputado federal do partido, 30 receberam verba, mas cinco nomes concentraram 81% do valor.
No PSD, a vereadora Joyce Trindade recebeu a maior fatia dos recursos para a Alerj, com R$ 900 mil. Trindade afirmou que homens brancos concentram 47% da verba declarada nos repasses, enquanto mulheres negras recebem 13%. Já o vereador Marcelo Diniz recebeu R$ 100 mil para a disputa federal, metade do valor que teve na eleição municipal, o que o levou a cortar gastos com pessoal e material.
O PL investiu quase R$ 101 milhões para ampliar suas cadeiras nos parlamentos. Na Alerj, onde detém 23 deputados, o partido focou em candidatos de São Gonçalo e Itaboraí, bases de Ruas e do presidente estadual Altineu Cortes. Seis candidatos do grupo concentram R$ 4,1 milhões do fundo, incluindo o ex-vice-prefeito de São Gonçalo, Ricardo Pericar, e o vereador Bruno Porto.
Dos 65 postulantes a deputado estadual do PL, 50 receberam ao menos R$ 100 mil. Na disputa por vagas de deputado federal, 22 candidatos receberam mais de R$ 1 milhão. Sete deles, entre eles Altineu Cortes e Eduardo Pazuello, receberam R$ 3 milhões cada.

