Cães que ingerem determinadas plantas e flores podem desenvolver doenças graves ou morrer, segundo o guia de toxicidade da Universidade da Califórnia. A classificação divide as espécies em quatro níveis, sendo o primeiro destinado a plantas que provocam danos severos ou a morte dos caninos.
O Rhododendron, conhecido como azaléia, integra a classe 1 de toxicidade. A planta é comum em regiões frias, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e na cidade de Campos do Jordão, em São Paulo. Mesmo pequenas quantidades podem levar o animal ao atendimento médico de emergência, especialmente em raças menores.
Outra espécie com potencial letal é o Taxus baccata. Um pequeno punhado de suas agulhas pode ser fatal para os cães. O guia indica que as sementes da planta também podem ser fatais para crianças.
As hortênsias possuem classificação híbrida entre as classes 1 e 4, atuando como irritantes e potencialmente mortais, embora exijam o consumo de uma quantidade considerável para causar óbito. No Brasil, a planta é frequente no Rio Grande do Sul, em cidades como Gramado, Canela e Caxias do Sul.
Plantas como narcisos e tulipas estão nas classes 2 e 4, apresentando toxicidade menor e riscos de dermatite. Nos narcisos, o risco ocorre tanto na ingestão da planta quanto no consumo da água do vaso. Já nas tulipas, a concentração de toxinas é maior nos bulbos.
A lista de risco inclui ainda a hera, cebola, alho, castanha da índia e laburno, todos classificados no nível 2 de toxicidade. O ruibarbo, utilizado para fins medicinais em humanos por suas propriedades laxantes e anti-inflamatórias, ocupa a décima posição com toxicidade nível 3, podendo causar irritações na boca, língua e garganta dos cães.


