A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se milicianos ou integrantes de facções criminosas executaram a líder comunitária Josiene Dias de Assunção Maia na noite de sábado, em Curicica, Zona Sudoeste. A vítima, que atuava nas comunidades do Campo do Quinze e da Colônia, foi morta com mais de 50 disparos dentro de um carro.
A Delegacia de Homicídios da Capital apura a autoria de ameaças de morte recebidas recentemente por Josiene. A investigação busca determinar se o crime tem ligação com a disputa de territórios entre quadrilhas na região, embora a principal hipótese seja que a execução não esteja relacionada aos conflitos registrados neste fim de semana.
Segundo a apuração, Josiene dirigia o veículo quando passou a ser perseguida por homens armados em três motocicletas. Na altura da Estrada do Guerenguê, o carro foi atingido pelos primeiros tiros. Após a parada do automóvel, os criminosos saltaram das motos e dispararam sucessivamente com pistolas de calibres .40 e nove milímetros. A vítima morreu no local.
O crime ocorreu em um período de instabilidade na Zona Sudoeste, onde tiroteios entre grupos rivais deixaram quatro mortos e resultaram no sequestro de 14 ônibus, utilizados como barricadas em pontos como Muzema e Taquara.
Esta é a terceira violência contra lideranças da área em curto período. Em fevereiro de 2025, o presidente da Associação de Moradores da Colônia foi morto a tiros em uma residência. A Polícia Civil também investiga a participação de milicianos nesse caso.
Em janeiro de 2023, o ex-presidente da Associação de Moradores do Campo do Quinze e ex-candidato a deputado estadual, Fábio da Silva Travassos, foi baleado e sequestrado em Curicica. Na ocasião, criminosos com toucas ninja recolheram as cápsulas e jogaram areia sobre o sangue da vítima antes de levá-la no porta-malas de um carro. Travassos permanece desaparecido.


