O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, defendeu nesta quarta-feira (2) a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar afirmou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, será pressionado diariamente para abrir o processo de impeachment contra o magistrado.
Durante coletiva de imprensa, Portinho cobrou também a saída do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os pedidos foram protocolados pela oposição na terça-feira (1). O senador declarou que a renúncia imediata de Moraes é necessária para o bem do país e do STF, a fim de evitar uma vergonha maior.
As declarações surgem após a divulgação de informações extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O material contém mensagens enviadas a um contato atribuído a Moraes, referências a Gonet e Andrei, além de documentos sobre um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Portinho afirmou que a renúncia é o mínimo para preservar a reputação do magistrado. O senador, que atua como advogado, disse que o STF se distancia do Judiciário e da sociedade, classificando a saída de Moraes como o primeiro ato para o resgate das instituições republicanas brasileiras.
Sobre a tramitação no Senado, o líder do PL informou que já existe um pedido de impeachment com apoio de mais de 41 senadores. Ele sustentou que Alcolumbre não tem justificativa para manter o processo parado e que a inércia indicaria que o presidente da Casa estaria intimidado ou capturado.

