O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, participou nesta sexta-feira (11) das cerimônias oficiais de 25 anos dos ataques de 11 de Setembro. A presença do gestor foi alvo de protestos de políticos conservadores e de uma petição com mais de 96 mil assinaturas que solicitavam sua ausência do memorial.
Mamdani dividiu o espaço com a governadora de Nova York, Kathy Hochul, a governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, e o ex-governador George E. Pataki. Durante o evento, familiares leram os nomes de mais de 3 mil vítimas fatais dos ataques ocorridos em Nova York, no Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia.
O prefeito, que é o primeiro muçulmano a ocupar o cargo na cidade, foi alvo de críticas públicas. O ex-prefeito Rudolph W. Giuliani afirmou que a presença de Mamdani no memorial “o ofende”. Já o senador republicano do Alabama, Tommy Tuberville, publicou imagens das Torres Gêmeas ao lado de fotos do prefeito com a legenda “o inimigo está dentro dos portões”.
Nas semanas anteriores à data, Mamdani visitou quartéis de bombeiros no Brooklyn e no SoHo, além do Hospital Bellevue, para conversar com sobreviventes e familiares. Ele também assinou decretos executivos de homenagem às vítimas e divulgou documentos sobre a qualidade do ar no Marco Zero nos meses seguintes à tragédia.
De acordo com a porta-voz do prefeito, Anna Bahr, a intenção do gestor foi manter o foco nos sobreviventes e profissionais de saúde, evitando que a data se tornasse um palco para disputas políticas. Em um evento de serviço comunitário, Mamdani classificou os ataques como o dia mais sombrio da história da cidade.
O prefeito, que se mudou de Uganda para os Estados Unidos aos sete anos, declarou em vídeo que o aniversário representa uma “obrigação sagrada” de homenagear as vítimas. Uma pesquisa da Universidade de Suffolk, realizada em setembro, indicou que 74% dos moradores de Nova York não consideravam a presença do prefeito inadequada na cerimônia.


