A organização da Mostra Morar Mais 2026 adiou a edição carioca do evento e tenta obter, junto à prefeitura, nova autorização para realizá-lo no casarão da Gávea onde ocorreria. A licença para o evento, previsto para 1º de outubro a 15 de novembro, foi revogada após pedido de reavaliação da Associação de Moradores da Gávea (Amagávea).
A mostra de arquitetura, decoração, design e paisagismo, realizada anualmente no Rio desde 2004, ocuparia um casarão histórico na Rua Osório Duque Estrada. Em 24 de julho, dois dias após um evento de apresentação para convidados, a prefeitura cancelou a licença.
O argumento, em nota, foi que estudos técnicos demonstraram que o evento de 45 dias prejudicaria o trânsito da região por longa duração e que havia falta de logística adequada da produção.
Pelo WhatsApp da mostra, a equipe informa que pretende manter o evento no local, inclusive porque já investia em obras de adaptação no casarão. O adiamento ocorreu por falta de tempo hábil para definir a sede, concluir as adequações e permitir que os profissionais montassem seus ambientes.
Arquitetos participantes confirmam o adiamento e o fato de a página de venda de ingressos estar fora do ar na plataforma Sympla.
Luiza Carneiro, presidente da Amagávea, disse que a entidade pediu a reavaliação após questionar os impactos no trânsito. “Não é uma questão de não querer o evento. A gente entendeu que o local escolhido foi inadequado. É uma rua pequena, sem saída, que já enfrenta problemas de estacionamento”, afirmou.
Segundo ela, a associação pediu que a prefeitura e a CET-Rio analisassem os efeitos do aumento do fluxo de visitantes, fornecedores e operações de carga e descarga na Rua Osório Duque Estrada e na Avenida Marquês de São Vicente.
A mobilização ganhou força após o evento de julho, quando o aumento da circulação de veículos provocou retenções no entorno. Procurada, a prefeitura não retornou até a publicação. Ligia Schuback, diretora-executiva da mostra, também não respondeu.


