O presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Damous, afirmou ter orientado amigos e familiares a recorrerem à Justiça diante de negativas de cobertura de planos de saúde. A declaração ocorreu durante evento com empresários e representantes de candidatos à Presidência, realizado na terça-feira (8).
Damous explicou que a recomendação ocorre em casos com laudo médico e tratamento previsto no rol da ANS. Segundo o presidente, a orientação reflete a carência de instrumentos legais que permitam à agência obrigar as operadoras a fornecerem assistência em tempo hábil.
O dirigente informou que cobrou do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), relator do projeto de lei dos planos de saúde, a ampliação dos poderes da agência e o aumento das multas aplicadas às operadoras.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram ajuizadas 123 mil novas ações sobre saúde suplementar no primeiro grau e 108 mil no segundo. Nesse período, 69,5% dos pedidos de liminar foram deferidos.
A ANS registrou 326.592 queixas de beneficiários em 2025. O volume representa queda de 13,5% em comparação às 377.467 reclamações de 2024, mas é mais que o dobro do total de 132.775 contabilizadas em 2019.
Em julho de 2026, o Brasil possuía cerca de 53,15 milhões de vínculos com planos de assistência médica e aproximadamente 37 milhões de vínculos exclusivamente odontológicos. A agência ressalta que os números referem-se a vínculos e não necessariamente a pessoas distintas.

