O presidente do Esporte Clube Água Santa e empresário do setor de transportes, Paulo Sirqueira Korek Farias, entregou-se à polícia na noite do último sábado (19). Ele era um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo.
Um mandado de prisão contra Korek Farias havia sido expedido na quinta-feira (17), após ação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que a operação cumpriu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
Entre os demais alvos estão o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite da Silva, e o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira. Também foi alvo o candidato a deputado estadual Danilo Marco Morgado Silva.
Segundo denúncia do Ministério Público, Korek Farias, proprietário das empresas Translider e A2, atuaria como “testa de ferro” da organização criminosa. A apuração indica que ele seria o responsável por pagamentos recorrentes a “laranjas” da Translider para administrar interesses do crime organizado.
O MPSP afirma haver indicativos de que a facção detém o monopólio dos transportes públicos da capital paulista. Das 22 empresas que operam na cidade, ao menos 12 seriam controladas pelo PCC, incluindo a A2 Transportes, a Transwolff e a Viação Transcap.
Korek Farias consta como presidente do Água Santa no cadastro da Federação Paulista de Futebol (FPF). Sob sua gestão, o clube de Diadema chegou à final do Campeonato Paulista da Série A1 em 2023, terminando a competição como vice-campeão.


