O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente desde março, poderá votar nas eleições deste ano. A Justiça Eleitoral transferiu seu local de votação para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e o título dele está regular. A votação no primeiro turno ocorre neste domingo (4).
Vorcaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Apesar da prisão, ele não foi condenado de forma definitiva, condição que mantém seus direitos políticos.
O GLOBO consultou o site da Justiça Eleitoral e confirmou que o ex-banqueiro está com o título eleitoral regular e que o local de votação foi transferido para a Papuda. Procurados, o advogado de Vorcaro e o Tribunal de Justiça Eleitoral ainda não confirmaram as informações nem esclareceram detalhes sobre a participação dele na votação.
Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a instalação de seções eleitorais em estabelecimentos penais para permitir o voto de presos provisórios — aqueles que estão detidos, mas ainda não foram condenados definitivamente. Presos em prisão temporária também podem votar, desde que mantenham o título regular e atendam às regras da Justiça Eleitoral.
Já quem foi condenado criminalmente em decisão definitiva, sem possibilidade de recurso, fica com os direitos políticos suspensos durante o período previsto na Constituição. Por isso, presos que cumprem pena após condenação definitiva não podem votar enquanto durar a suspensão.
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, foi preso preventivamente pela primeira vez em novembro de 2025, durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o banco. Após ser solto, voltou a ser preso em março de 2026 por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Desde então, a prisão preventiva foi mantida no âmbito das investigações, que apuram suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes. Em junho, Vorcaro foi transferido para a Papudinha, onde permanece detido. As suspeitas ainda são investigadas e não houve condenação criminal definitiva contra ele.

