A prévia da inflação oficial subiu 0,7% em setembro, após deflação de 0,4% em agosto, pressionada pelo custo da energia elétrica e pela retomada da alta dos alimentos, segundo dados do IBGE divulgados neste domingo (27). O resultado veio acima do esperado pelos analistas, que projetavam alta de 0,55%.
Em 12 meses, o IPCA-15 acelerou para 4,47%, ante 4,24% até agosto, ficando próximo do teto de 4,5% estabelecido para a meta de inflação.
A alta foi puxada principalmente pela conta de luz. A energia elétrica residencial voltou a subir após o efeito do bônus de Itaipu em agosto, que provocou alívio temporário sobre os preços. O grupo Habitação registrou a maior variação entre os nove grupos pesquisados, com alta de 2,07%, e teve o maior impacto sobre o índice, de 0,31 ponto percentual.
O gás encanado subiu 0,92%, reflexo de reajustes nas tarifas em Curitiba e no Rio, em vigor desde o início de agosto. Em Curitiba, a alta foi de 10,21%, enquanto no Rio o reajuste foi de 1,80%.
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta em setembro. Além de Habitação, as maiores variações foram em Despesas pessoais (0,96%) e Transportes (0,60%). Educação teve a menor variação, com 0,03%. Em Transportes, as passagens aéreas ficaram 9,82% mais caras. Já os combustíveis subiram, em média, 0,22%, com o gás veicular avançando 1,56% e a gasolina 0,3%. O óleo diesel recuou 0,78% e o etanol caiu 0,22%.
Em Despesas pessoais, a principal contribuição veio do cigarro, cujos preços subiram 14% após reajustes iniciados em 1º de agosto.
Os alimentos voltaram a pressionar o índice após dois meses de queda. O grupo Alimentação e bebidas avançou 0,40% em setembro, com a alimentação em casa subindo 0,38% depois de recuar 0,97% em agosto. O tomate ficou 20,76% mais caro, o arroz subiu 2,39% e as carnes, 1,30%. Por outro lado, o feijão-carioca ficou 6,33% mais barato, a cebola recuou 4,41% e o café moído caiu 1,36%.
A alimentação fora de casa subiu 0,44%. O preço das refeições acelerou, passando de alta de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro. Já os lanches tiveram desaceleração, com avanço de 0,44%, ante 0,75% no mês anterior.


