A probabilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu para 77% nesta semana, o menor nível de favoritismo registrado pelo agregador do JOTA neste semestre. O recuo de seis pontos percentuais em oito dias ocorre a menos de 25 dias do primeiro turno das eleições.
A deterioração do cenário para o presidente é atribuída à perda de apoio em pesquisas de intenção de voto e de popularidade. O movimento coincide com a recuperação de Flávio Bolsonaro (PL), que surge como alternativa para derrotar o governo no segundo turno.
O status do presidente recuou de “franco favorito” para “favorito” devido ao impacto de sucessivas crises de imagem. Apesar da tendência desfavorável, a reeleição de Lula em uma disputa de dois turnos continua sendo o resultado mais provável segundo o consenso das informações disponíveis.
A possibilidade de vitória já no primeiro turno, em 4 de outubro, caiu para menos de 2%. O dado reflete a fragmentação do campo político, com demais candidatos somando entre 21% e 23%, tornando a necessidade de um segundo turno cada vez mais evidente.
Levantamentos estaduais sugerem uma disputa mais estável do que as oscilações observadas nos dados nacionais. No entanto, a leitura por estado pode apresentar mais ruído estatístico por haver menos pesquisas disponíveis e divergências nos resultados.
O modelo de análise considera que o padrão de comparecimento às urnas deve repetir eleições anteriores. A teoria indica que, quanto mais acirrada a disputa nas pesquisas, maior é o incentivo para o eleitor votar, o que tende a reduzir a abstenção.

