A Federação Psol/Rede protocolou pedido de cassação do mandato do deputado Mario Frias (PL-SP) na Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar. A representação foi apresentada nesta sexta-feira (11), após o parlamentar se tornar alvo da Operação Make Up, da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento solicita que a Mesa Diretora encaminhe o caso ao Conselho de Ética para a abertura de processo disciplinar. O partido baseia o pedido em suspeitas sobre o destino de emendas parlamentares, movimentações financeiras do deputado, uma viagem ao exterior e a apreensão de sete armas pela Polícia Federal.
O ponto central da representação envolve R$ 2 milhões em emendas indicadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade é ligada a Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro da qual Mario Frias é roteirista e produtor-executivo.
A representação afirma que a Câmara deve realizar o juízo ético-disciplinar sobre a compatibilidade das condutas de Frias com o cargo, argumentando que a Casa não deve julgar crimes. O deputado nega irregularidades e sustenta que as emendas não financiaram a produção do filme.
A Operação Make Up foi deflagrada na quinta-feira (10), com 49 mandados de busca e apreensão em quatro unidades da Federação. O inquérito, relatado por Dino, investiga irregularidades em recursos públicos destinados a entidades ligadas à produtora de Dark Horse.
O ministro Flávio Dino proibiu o deputado de deixar o país e de manter contato com outros investigados, determinando também o recolhimento de seu passaporte. A oposição acusou o ministro e a Polícia Federal de perseguição política, questionando a realização de buscas durante o período eleitoral.


