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Reforma tributária pode elevar preço de passagens aéreas em 17%

Carla Fernandes
Última atualização: 8 de setembro de 2026 18:12
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.
Reforma tributária pode elevar preço de passagens aéreas em 17%

A reforma tributária pode elevar em 17,3% o preço final das passagens aéreas no Brasil, segundo estudo do Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor). A projeção foi apresentada nesta terça-feira (8) a agentes do transporte aéreo doméstico e internacional em reunião organizada pela Secretaria Nacional de Aviação Civil.

Dados do órgão indicam que a carga tributária atual sobre os bilhetes é de 8,3%. Com a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), esse percentual pode chegar a 27% a partir de janeiro do próximo ano.

A diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias, Clarissa Barros, e o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, apresentaram três propostas para alterar a aplicação da reforma ao setor. As medidas analisam o mercado doméstico, o transporte internacional e a instituição do imposto seletivo sobre aeronaves.

As sugestões do Mpor passam agora por análise da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e dependem de aprovação do Ministério da Fazenda e do Comitê Gestor do IBS. O governo avalia que as mudanças fiscais ameaçam as operações do segmento e podem reduzir a oferta de voos e a expansão da malha aérea.

Daniel Longo afirmou que o ministério apoia a reforma, mas defende que o setor aéreo possui especificidades que exigem tratamento normativo personalizado para evitar a inviabilização do mercado.

Clarissa Barros explicou que o aumento de custos pode diminuir a demanda de passageiros, o que impactaria as rotas principais, conhecidas como troncais. Segundo a diretora, a redução do movimento nessas linhas daria instabilidade às empresas e poderia inviabilizar a operação de voos regionais e subregionais.

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