O rei Charles III afirmou, nesta segunda-feira (7), que o príncipe Harry e Meghan não devem ser considerados membros ativos da família real, mas sim cidadãos comuns que atuam a título particular desde que voltaram a morar no Reino Unido, em agosto.
A declaração foi feita em uma carta divulgada por Lord Chamberlain, o funcionário de mais alto escalão da Casa Real. O monarca explicou que o documento visa evitar dúvidas ou confusões após ele ter recebido diversos pedidos de orientação sobre a posição do casal.
O texto reforça que, desde janeiro de 2020, o duque de Sussex e a duquesa deixaram de desempenhar funções representativas em nome do soberano. Charles III assinalou que a independência financeira e a privacidade do casal serão respeitadas, e que as atividades beneficentes realizadas por eles são questões pessoais.
Harry, de 41 anos, e Meghan, de 45, haviam renunciado às obrigações da realeza em 2020 devido a uma disputa familiar e se mudaram para os Estados Unidos. Com a decisão, perderam a proteção policial sistemática da qual tinham direito.
O retorno inesperado do casal ao território britânico, junto aos filhos Archie e Lilibet, reacendeu a discussão sobre se os contribuintes devem pagar pela segurança da família. A decisão sobre quem recebe proteção policial cabe ao Comitê Executivo de Proteção Real e VIP (Ravec), órgão independente supervisionado pelo Ministério do Interior.
Harry já havia levado o Ministério do Interior aos tribunais após o Ravec reduzir seu nível de segurança em 2020, mas perdeu a ação. A nova mudança de residência pode levar o comitê a reavaliar os riscos de segurança do príncipe.

