O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, participou nesta terça-feira (1º) de um protesto na Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo o impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato ocorreu no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
A manifestação aconteceu horas depois de Toffoli liberar o acesso ao fundo eleitoral, a participação em debates, sabatinas e o uso de redes sociais da campanha de Renan. O ministro havia restringido a campanha digital do candidato na segunda-feira, sob a justificativa de que perfis não informados no registro da candidatura foram utilizados.
Renan declarou inicialmente dois perfis e, após 12 dias, informou a existência de outros 16 canais. Para Toffoli, a omissão violava regras eleitorais. O ministro afirmou que as restrições foram necessárias para que a Justiça Eleitoral investigasse as contas, que agora tiveram seus dados de criação e uso entregues pela campanha.
O processo foi encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral, órgão que poderá solicitar sanções contra o candidato. Antes da liberação das redes, Renan Santos declarou que descumpriria as restrições impostas pelo tribunal, afirmando que decisões ilegais não são cumpridas e que manteria seus vídeos disponíveis.
O protesto também mirou Alexandre de Moraes. A motivação para o pedido de impeachment do ministro foi a divulgação de encontros entre ele e Daniel Vorcaro, do Banco Master. “Vão ser dois pedidos de impeachment, um contra o Toffoli e outro contra o Moraes”, disse Renan durante o ato.


