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Renan Santos pede prisão de ministros do STF em ato

Carla Fernandes
Última atualização: 7 de setembro de 2026 16:26
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O candidato Renan Santos lançou, na manhã desta segunda-feira (7), o Manifesto pelo Futuro da Nação durante ato no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. O documento exige a prisão e o afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O protesto ocorre após revelações sobre relações de autoridades com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Em discurso, Santos criticou a classe dirigente e afirmou que a elite intelectual do país é corresponsável pelo estado atual da nação. O candidato também atacou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), alegando que ambos representam riscos ao país e não apresentam planos para a economia.

O manifesto lido no evento classifica o debate político brasileiro como farsa e nega a existência de polarização ideológica. Segundo o texto, a direita hegemônica e a esquerda governista são dominadas pelos mesmos sócios no crime, citando Vorcaro. O documento descreve o STF como peça central desse arranjo, afirmando que a Corte possui gângsteres em seus quadros.

Além das prisões de Toffoli e Moraes, o texto exige a demissão de Paulo Gonet da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a manutenção das investigações do caso Master sob a condução do ministro André Mendonça. O manifesto defende a realização de buscas e apreensões em locais citados no escândalo, incluindo o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o Resort Tayayá, no Paraná.

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) cobrou compromissos de outros candidatos à Presidência, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Kataguiri afirmou que as candidaturas devem se comprometer a nomear ministros independentes no STF e acusou adversários de omitirem o escândalo financeiro por covardia ou envolvimento com o ex-controlador do Banco Master.

A ação no Ibirapuera sucede pedidos de impeachment contra Toffoli e Moraes protocolados por Santos no Senado no dia 2 de setembro. As peças baseiam-se na Lei de Crimes de Responsabilidade e acusam os magistrados de conduta incompatível com o cargo devido a supostos repasses e vantagens financeiras ligadas ao empresário.

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