O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, atual governador-tampão do estado, ganhou força no Palácio do Planalto como potencial indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre após reunião entre o presidente Lula da Silva e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, nesta sexta-feira (18).
Couto é visto como um nome respeitado no Judiciário e teria atendido ao projeto político de Lula e Eduardo Paes ao assumir o Governo do Rio. A medida afastou a possibilidade de Douglas Ruas, adversário de Paes, assumir o cargo temporário com votos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). O desembargador possui apoio de industriais, de um banqueiro nacional e de três ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A indicação ganha relevância diante da posição de Alcolumbre, que afirmou não aceitar nova indicação do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para a Suprema Corte. Enquanto isso, funcionários dos Correios e da Caixa Econômica Federal realizam greve em milhares de cidades, mantendo operação tartaruga em agências ativas para evitar multas da Justiça do Trabalho.
Em outra frente, a Polícia Federal e a Polícia Civil investigam como milhares de munições para fuzis fabricadas na Coreia do Norte chegaram ao Rio de Janeiro. O material foi recolhido em operações contra milícias e tráfico de drogas, mas as autoridades ainda não identificaram a rota de entrada do armamento no país.
No Maranhão, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou liminar que pedia a retirada de artigo crítico ao candidato ao Senado André Fufuca (PP-MA). O texto, escrito pelo jornalista Ed Wilson Araújo, mencionava problemas na candidatura do pai de Fufuca em 2010, cujo registro foi anulado por prestação de contas. Após a decisão judicial, o ex-ministro desistiu da ação.
Já no setor econômico, pesquisa dos institutos Locomotiva e Caramelo com mil pessoas indica que 90% dos brasileiros percebem aumento nos custos de manutenção de animais de estimação. O levantamento aponta que 56% dos tutores já abriram mão de algum cuidado com o pet por razões financeiras, índice que chega a 62% nas classes C, D e E.


