A empresária Roberta Luchsinger, investigada em inquérito sobre descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pediu neste domingo (13) que a produtora Karina Gama não seja condenada pela opinião pública antes da conclusão das apurações judiciais sobre o financiamento do filme Dark Horse.
Luchsinger utilizou as redes sociais para afirmar que a produtora não deve ser alvo de ataques “machistas” e “misóginos”. A empresária escreveu que espera que Gama não seja previamente massacrada, comparando a situação com a própria experiência em processos de investigação.
Em sua publicação, Roberta declarou não conhecer Karina Gama nem os detalhes do inquérito, afirmando ter tomado conhecimento do caso por meio da imprensa. Ela disse que a manifestação não representa a defesa da produtora ou uma avaliação sobre sua responsabilidade, mas a defesa de “direitos e garantias”.
Luchsinger afirmou que eventuais responsabilidades devem ser determinadas pelas autoridades com base em fatos e provas. A empresária é alvo de apuração que analisa sua relação com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Karina Gama é investigada na Operação Make Up, que apura o uso de emendas parlamentares para financiar entidades ligadas à empresária e fluxos financeiros da produtora de Dark Horse. A investigação identificou pagamentos relacionados ao período de filmagens da obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A apuração indica que Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, pediu recursos a Vorcaro para financiar o longa. A Operação Make Up foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).


