O curador do palco Supernova, Roberto Verta, detalhou a estratégia de seleção de artistas para a edição de 2026 do Rock in Rio. O espaço, voltado a nomes emergentes e projetos especiais, busca equilibrar a estrutura de um grande festival com o acolhimento a músicos independentes.
A programação do palco, que estreou no festival em 2019, conta com apresentações de João Gordo & Asteróides Trio, em celebração aos 50 anos do álbum “Ramones”, e Larissa Luz com o repertório de Gilberto Gil. O cronograma inclui ainda o grupo Supercombo, Matanza Ritual e Zeca Veloso.
Para o segundo fim de semana do evento, estão confirmados NandaTsunami nesta sexta-feira (11), além de Yago Oproprio, Milo J e Delacruz no sábado (12). O encerramento do palco ocorre no domingo (13) com Bruna Black, Sant e Lourena.
Verta explicou que a seleção é feita em conjunto com Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World. Segundo o curador, os palcos do festival precisam conversar entre si, citando o exemplo do grupo Black Pantera, que se apresentou no Supernova em 2024 e subiu ao palco Sunset na edição atual.
A curadoria do espaço reflete a experiência de Verta na Filtr Live, plataforma de música ao vivo da Sony Music. O executivo afirmou que tenta se imaginar como músico para garantir que o palco atenda aos interesses dos artistas, da gravadora e do público.
Com mais de 40 anos de atuação no mercado fonográfico, Verta passou por empresas como BMG e Universal. No currículo de produção, constam shows de Nirvana, U2, Roger Waters e Madonna. O publicitário também integrou a banda Harry, pioneira do electrorock no Brasil.


