O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (11) a retirada do sigilo de inquéritos que apuram fake news, fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e emendas parlamentares.
O pedido foi encaminhado ao presidente da corte, Edson Fachin, depois que o ministro autorizou a abertura dos autos do inquérito principal sobre o Banco Master. Marinho afirmou no documento que a medida busca coerência institucional e ajudaria a evitar que informações sejam vazadas de forma seletiva.
No ofício, o parlamentar deu ênfase às investigações sobre descontos indevidos realizados em aposentadorias e pensões do INSS. Ele escreveu que a quantidade de cidadãos atingidos e a necessidade de prestação de contas tornam a transparência máxima relevante devido à dimensão social dos fatos.
A movimentação ocorre após a liberação de autos judiciais indicando que o ministro André Mendonça determinou que a Polícia Federal (PF) apure suspeitas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A investigação foca em supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionados aos recursos do filme Dark Horse.
A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro informou que o assunto já era público e não apresenta fatos novos. Os representantes do candidato declararam que a produtora da obra audiovisual entregou 25 mil documentos e registros fiscais ao tribunal.
Segundo a defesa, o parlamentar não administrou a produção do filme nem recebeu valores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


