O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (16) o reforço da assistência no Centro-Oeste com a instalação de uma base descentralizada da Força Nacional do SUS (FN-SUS) em Brasília. A estratégia visa preparar a região para os impactos do El Niño, que podem intensificar o calor e aumentar o risco de incêndios florestais.
As ações incluem o monitoramento da qualidade do ar e a atuação dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), com unidade em Cuiabá (MT) para orientar gestores locais sobre ondas de calor e queimadas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a preparação é urgente porque as mudanças climáticas impactam a saúde pública e podem levar a óbitos.
No âmbito do Novo PAC, a região terá 212 Unidades Básicas de Saúde (UBS) resilientes, projetadas com energia solar, geradores e reserva de água para até 72 horas. Foram entregues também 367 ambulâncias do SAMU e 79 soluções de água potável destinadas a áreas indígenas.
A iniciativa faz parte do AdaptaSUS, plano que prevê investimento de R$ 9,8 bilhões até 2035. O projeto estabelece 27 metas e 93 ações para tornar o sistema público mais resistente a crises ambientais. Além de Brasília, a Força Nacional do SUS implanta uma base regional em Campo Grande (MS).
Em casos de comprometimento da infraestrutura local, a FN-SUS atua com unidades móveis e modulares, além do envio de kits de medicamentos e insumos de purificação de água. O órgão trabalha em cooperação com a Defesa Civil e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
No total, o governo prevê nove bases regionais da Força Nacional do SUS distribuídas pelas cinco regiões do país. Unidades já operam no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia, com capacidade de resposta a emergências em até 12 horas. Em 2026, a força realizou 11 missões em oito estados, com 4.899 atendimentos.

