A semana entre 28 de setembro e 2 de outubro será uma das mais volumosas do ano em divulgação de indicadores econômicos. No Brasil, os destaques são os dados de emprego e da indústria, enquanto nos Estados Unidos o mercado de trabalho também concentra as atenções, com o relatório payroll na sexta-feira (2).
Na terça-feira (29), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Pnad Contínua de agosto, com indicação de desemprego estável em 5,3%, segundo o Bradesco. No mesmo dia, o Caged traz a geração de emprego formal, com previsão do Itaú de acréscimo líquido de 115 mil vagas. Em dados ajustados sazonalmente, o número seria de 23 mil empregos, abaixo dos 30 mil do mês anterior.
O Tesouro Nacional também divulga na terça-feira (29) o resultado primário do Governo Central de agosto, com indicação de déficit de R$ 14,2 bilhões. Na quarta-feira (30), o IBGE apresenta o índice de preços ao produtor, e a FGV publica o Indicador de Incerteza da Economia de setembro.
A produção industrial fecha a semana na sexta-feira (2), com o IBGE divulgando a Pesquisa Industrial Mensal de agosto. A estimativa é de crescimento de 0,2% na margem, puxado integralmente pela indústria extrativa, enquanto a de transformação deve permanecer estável.
Nos EUA, a agenda começa na terça-feira (29) com o relatório Jolts de agosto e a Confiança do Consumidor de setembro. Na quarta-feira (30), saem os dados de emprego do setor privado pela ADP, além do PIB do segundo trimestre e do deflator do PCE.
Na sexta-feira (2), o payroll de setembro encerra a semana. O Bradesco projeta criação de 100 mil postos de trabalho, com desemprego estável. Segundo o Fed, o mandato sobre estabilidade de emprego está relativamente cumprido, e a autoridade tem voltado a atenção para a evolução da inflação.
Na América Latina, o Banco Central da Colômbia anuncia decisão de política monetária na quarta-feira (30), com taxa indicada em 12,25%. O Chile divulga taxa de desemprego de agosto, com indicação de 9,4%.

