Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Senado analisa PEC que acaba com escala de trabalho 6×1
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Senado analisa PEC que acaba com escala de trabalho 6×1

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de setembro de 2026 07:33
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 e pode reduzir a jornada semanal de 44 para 42 horas foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (2). A medida estabelece a transição para a escala 5×2 entre 2026 e 2027.

Representantes de empresas e sindicatos afirmam que a mudança exigirá reestruturação operacional e a contratação de novos funcionários. Setores com funcionamento ininterrupto, como bares, restaurantes e hospitais, indicam maior dificuldade de adaptação. Entidades do comércio e construção civil alertam que o aumento dos custos trabalhistas poderá ser repassado aos preços dos produtos e serviços.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que a redução para 40 horas semanais elevaria os custos da folha em R$ 76,9 bilhões no setor de serviços e em R$ 30,4 bilhões no varejo. Segundo a entidade, a medida afeta 13,8 milhões de trabalhadores de serviços e 9,1 milhões do varejo que cumprem jornadas entre 40 e 44 horas.

No setor de alimentação, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) calcula que a manutenção dos horários de funcionamento exigiria um aumento de 20% nos gastos com pessoal, o que elevaria os preços ao consumidor entre 7% e 8%. Já a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) projeta perda de R$ 14,8 bilhões em faturamento no primeiro ano e a retração de 12,2% no emprego formal, cerca de 130 mil postos.

O Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado de São Paulo (SindHosp-SP) afirma que a mudança exigirá redimensionamento de equipes e redistribuição de turnos, especialmente em emergências. A proposta preserva a escala 12×36, considerada essencial para o funcionamento contínuo da saúde.

Sindicatos de trabalhadores defendem a medida como questão de saúde e dignidade. Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, argumenta que a escala atual prejudica especialmente as mulheres e contribui para o desgaste físico. Para a UGT, a redução da jornada pode diminuir o adoecimento e elevar a produtividade.

Bancários não devem ser afetados de imediato, pois já cumprem jornada de 30 horas semanais. A categoria, segundo o Sindicato dos Bancários, discute agora a implementação da escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, devido à intensificação do trabalho após a digitalização dos serviços.

Notícia Anterior Congresso aprova lei que amplia controle sobre terras raras
Próximo notícia Justiça dos Estados Unidos barra nova ordem de Trump sobre cidadania
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta