Nove senadores pediram, nesta terça-feira (1º), o afastamento ou impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorreu no Plenário após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre a relação do magistrado com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso desde março.
Vorcaro era proprietário do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro passado devido a um escândalo de fraude bancária. O documento da PF serviu de base para os discursos de parlamentares da oposição, que defenderam a renúncia ou a remoção do ministro do cargo.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) informou que a oposição já protocolou um novo pedido de impeachment. Viana afirmou que a medida é urgente para o bem do Judiciário brasileiro e que a intenção é defender as instituições, e não atacar o órgão.
Alessandro Vieira (MDB-SE) descreveu o ministro como um “cadáver jurídico” e “político”. Para o senador, Moraes se inviabilizou por sua conduta ao atuar como assessor de um banqueiro que, segundo Vieira, o ministro sabia ser desonesto.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que o ministro cometeu crime de responsabilidade ao ser flagrado trabalhando para um banqueiro. O parlamentar disse ser inadmissível que pessoas da cúpula do poder sejam suspeitas de cometer crimes.
Outros senadores também se manifestaram. Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que deseja votar o impeachment antes do fim de seu mandato, enquanto Cleitinho (Republicanos-MG) solicitou que o ministro compareça ao Senado para prestar esclarecimentos.
Também defenderam o afastamento de Moraes os senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Esperidião Amin (PP-SC), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Magno Malta (PL-ES).

