A greve dos servidores da Educação de Goiânia terminou nesta terça-feira (16) após acordo com a Prefeitura Municipal. A secretária de Educação, Giselle Pereira Campos Faria, informou que a rede municipal retomou as atividades normalmente e que a proposta de reestruturação da carreira será enviada à Câmara Municipal ainda nesta semana.
O ponto central da negociação foi a nova tabela de progressão da carreira, com mudanças previstas entre 2026 e 2030. A proposta estabelece espaçamento de 7,4% entre os níveis, que correspondem à formação do servidor, e de 1,2% entre as referências, que representam a evolução profissional. O objetivo é eliminar casos em que servidores recebiam valores equivalentes ao salário mínimo.
O ganho médio acumulado será de 7,99% inicialmente, com projeções de 10,70% em 2028, 13,45% em 2029 e 16,29% em 2030, podendo chegar a 19,18% ao final do período. Os profissionais manterão o direito à data-base. O acordo também garantiu o pagamento do auxílio-locomoção referente ao mês de agosto, benefício que tradicionalmente não era pago durante as férias.
Giselle Faria reconheceu que algumas unidades funcionaram parcialmente durante a paralisação. Embora houvesse uma decisão judicial para a manutenção de 70% do efetivo, a secretária afirmou que ausências pontuais levaram à dispensa de turmas ou ao sistema de revezamento em certas instituições.
Os servidores que participaram da greve deverão repor os dias parados. A Secretaria Municipal de Educação organizará o calendário de reposição nos próximos dois meses. A aplicação de eventual multa ao sindicato ainda depende de decisão definitiva do Tribunal de Justiça de Goiás.
A reestruturação ocorre após um intervalo de aproximadamente 15 anos sem mudanças do tipo na carreira. O acordo, contudo, não prevê a realização de novos concursos públicos, contratação de temporários ou ampliação do quadro administrativo da pasta. A categoria manifestou interesse em retomar conversas com a Prefeitura no próximo ano.

