Sete candidatos concorrem à sucessão do governo do Rio Grande do Sul, com posse marcada para 1º de janeiro de 2027. A disputa ocorre porque o atual governador, Eduardo Leite (PSD), cumpre seu segundo mandato e está impedido de disputar nova reeleição para o cargo.
Três candidaturas concentram as principais alianças do Estado. O deputado federal Luciano Zucco (PL) encabeça coligação com PP, Novo, Republicanos, Podemos, Democracia Cristã e Democrata. A ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) lidera frente composta por PDT, PT, PSOL, PSB, PCdoB, PV, Rede e Avante. Já o vice-governador Gabriel Souza (MDB) conta com apoio do MDB, PSD e partidos aliados.
Outros quatro nomes completam a lista: o aposentado Cesar Pontes (PCO), o advogado Marcelo Maranata (PSDB), a nutricionista Priscila Voigt (UP) e a professora de ensino médio Rejane de Oliveira (PSTU). O grupo apresenta trajetórias distintas, variando entre políticos veteranos do Executivo e Legislativo e nomes com pouca experiência eleitoral.
Dados de duas pesquisas mostram cenários diferentes. No levantamento Genial/Quaest, divulgado em 24 de agosto, Zucco lidera com 26%, seguido por Brizola com 23% e Souza com 9%. Já na RealTime Big Data, divulgada em 25 de agosto, Juliana Brizola aparece na frente com 38%, enquanto Zucco registra 32% e Gabriel Souza 19%.
A fragmentação da disputa presidencial também se reflete no estado. A chapa de Brizola apoia o presidente Lula (PT), enquanto a de Gabriel Souza está alinhada a Ronaldo Caiado (PSD). Na coligação de Zucco, ocorre uma divisão: PL e PP apoiam Flávio Bolsonaro, mas o partido Novo, integrante da mesma aliança estadual, apoia Romeu Zema para a Presidência.
Além do governo, o Rio Grande do Sul elegerá dois senadores. Treze candidatos estão registrados, com destaque para Marcel van Hattem (Novo), Manuela d’Ávila (PSOL) e Ubiratan Antunes Sanderson (PL), que aparecem em empate técnico na pesquisa RealTime Big Data, com 20%, 19% e 17% das intenções de voto, respectivamente.

