O surgimento de características sexuais secundárias antes dos 8 anos em meninas e dos 9 anos em meninos indica puberdade precoce, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A observação dos pais sobre a idade e a velocidade das transformações físicas é fundamental para a identificação de casos que exigem investigação médica.
Entre os primeiros sinais nas meninas está o desenvolvimento das mamas. Nos meninos, o principal indicador é o aumento do volume dos testículos. Outras alterações comuns a ambos os sexos incluem o crescimento acelerado, surgimento de pelos pubianos e nas axilas, acne e a intensificação do odor corporal.
A pediatra Gorete Garcia explica que mudanças isoladas, como apenas o odor corporal ou a presença de pelos, não significam necessariamente que o processo de puberdade começou. A avaliação profissional é necessária para diferenciar variações normais do desenvolvimento de quadros que demandam tratamento.
A investigação médica é recomendada para evitar impactos no desenvolvimento ósseo. A antecipação dos hormônios sexuais pode acelerar a maturação dos ossos, o que, em alguns casos, influencia a estatura final da criança.
As causas da condição podem envolver fatores genéticos, ambientais ou alterações hormonais, embora em certas situações não seja identificada uma origem específica. Nem toda criança com sinais antecipados precisará de intervenção médica.
De acordo com Garcia, o pediatra deve avaliar cada caso individualmente para decidir entre o acompanhamento da evolução ou a solicitação de exames especializados. O objetivo do diagnóstico precoce é filtrar as crianças que realmente necessitam de tratamento sem gerar alarmes desnecessários aos responsáveis.

