O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) pediu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão dos efeitos da medida provisória que proíbe as bets no país até o Congresso deliberar sobre o tema. Caso o pedido não seja aceito, a entidade pleiteia um período de transição de seis meses.
O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (28) e pede que o Sinafut participe dos processos relatados por Fux que questionam a MP, anunciada pelo presidente Lula na última sexta-feira (25). A associação representa clubes e federações de futebol profissional.
No documento, a entidade argumenta que o prazo de 5 de outubro de 2026, quando os sites de apostas serão bloqueados, “recai sobre a reta final das competições nacionais e as decisões estaduais, quando a exposição de marca e a monetização contratual são máximas”.
O texto diz ainda que os orçamentos de 2027 e os campeonatos estaduais, que começam em janeiro, estão sendo definidos agora. “Uma transição que alcance o encerramento da temporada de 2026 é o mínimo compatível com o planejamento esportivo”, afirma.
A receita das bets virou parte central do futebol brasileiro. Dos 20 times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, 14 têm contratos de patrocínio master com casas de apostas. O mercado movimentará cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol em 2026, mesmo patamar da temporada passada.
Os clubes afirmam que contam com esse dinheiro para honrar compromissos. Os organizadores dos campeonatos, como a CBF, também se dizem preocupados com o impacto financeiro, já que as empresas de apostas estão entre as principais patrocinadoras das competições.
O Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, maiores competições nacionais, têm os naming rights comprados pela Betano.

