A startup Grisea Biotecnologia, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), desenvolveu tecnologia para transformar algas cultivadas no litoral Sul Fluminense em bioplásticos biodegradáveis e materiais para o setor de fertilizantes. A espécie Kappaphycus alvarezii é a base do projeto.
A Grisea cultiva a alga Kappaphycus alvarezii no litoral Sul Fluminense. A empresa afirma que o objetivo é desenvolver processos de produção escalonáveis para levar os materiais da pesquisa ao mercado.
A startup mantém parceria com a Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para pesquisas e desenvolvimento dos materiais. Também trabalha com produtores e empresas para testar aplicações das tecnologias.
Os bioplásticos são voltados a embalagens e produtos que hoje usam materiais derivados do petróleo. A Grisea também pesquisa materiais à base de algas para o recobrimento de fertilizantes, com o objetivo de controlar a liberação de nutrientes.
O CEO da empresa, Felipe Teixeira, disse que o projeto pretende aproximar a aquicultura da indústria de biotecnologia para criar oportunidades para produtores de algas do estado. A ideia é transformar as algas em soluções tecnológicas de maior valor agregado.
A Grisea usa macroalgas como foco da produção de materiais sustentáveis para não depender exclusivamente de recursos agrícolas, como mandioca, cana-de-açúcar e milho, também empregados na produção de bioplásticos. As macroalgas têm características que favorecem o cultivo em ambientes costeiros, dentro de fazendas marinhas.
Com o projeto, a empresa busca fortalecer a aquicultura de algas e aumentar a participação fluminense no desenvolvimento de tecnologias ligadas à biotecnologia marinha e à economia sustentável.


