O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza sessão plenária no dia 15 de setembro para decidir se o ministro Alexandre de Moraes poderá ser investigado por relações com Daniel Vorcaro. A decisão ocorre após o levantamento do sigilo de inquérito que aponta contratos de R$ 180 milhões entre empresas de Vorcaro e o escritório de advocacia da família do magistrado.
O escritório Barci de Moraes teria contratos para receber R$ 130 milhões do Banco Master e R$ 50 milhões da Viking Participações. Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro, teria recebido a cota de um jato particular do ex-banqueiro. A Polícia Federal (PF) informou que o contrato com o Banco Master foi editado no Word utilizando o login de Alexandre de Moraes.
Mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro indicam que o ex-banqueiro pediu a Moraes que intercedesse junto ao procurador-geral da República, Rodrigo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Vorcaro teria questionado se deveria deixar o Brasil para evitar prisão.
A crise institucional na Corte se intensificou no começo de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo do caso Master. Em resposta, no dia 4 de setembro, Moraes utilizou o inquérito das Fake News contra Mendonça, medida que foi derrubada pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, decisão apoiada pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques, apesar de pedido de vista de Gilmar Mendes. Na quarta-feira (9), Flávio Dino reintegrou Rodrigues ao cargo.
Ao final do dia 9, Fachin cancelou as ações de Mendonça e Dino, removeu o inquérito das Fake News da relatoria de Moraes e convocou a plenária do dia 15. Alexandre de Moraes é atualmente o vice-presidente do STF e estaria previsto para assumir a presidência da Corte em 2027.

