O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (15), por 4 votos a 3 que o caso envolvendo mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes deve ser avaliado separadamente das acusações de Moraes contra André Mendonça, relator de investigações sobre o Banco Master.
Votaram pela separação dos casos o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Já Gilmar Mendes, autor da questão de ordem que iniciou o debate, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam a análise conjunta dos processos.
O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Antes da interrupção, Dino havia indicado voto pela unificação, o que teria levado o placar final a um empate em 4 a 4. No início da sessão, os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques se declararam impedidos de julgar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre as mensagens.
A controvérsia gira em torno de 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes nas semanas anteriores à prisão do banqueiro, suspeito de comandar a maior fraude ao sistema financeiro do país. O procedimento envolvendo Moraes tinha André Mendonça como relator, mas foi avocado por Edson Fachin no domingo passado.
A deliberação ocorre em um período de tensão interna na Corte. Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 56% dos brasileiros afirmam não confiar no STF, o patamar mais alto da série histórica do levantamento, representando um aumento de dez pontos na desconfiança da população.


