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Leitura: STF julga se Alexandre de Moraes pode ser investigado
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STF julga se Alexandre de Moraes pode ser investigado

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de setembro de 2026 09:18
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa, na manhã desta terça-feira (15), se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão, marcada para as 10h, foi acionada pelo ministro André Mendonça após a Polícia Federal (PF) identificar contatos entre Vorcaro e um número de celular atribuído ao magistrado.

As mensagens foram obtidas por meio da quebra de sigilo do aparelho de Vorcaro, preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). A investigação indica que o ex-banqueiro trocou cerca de 50 mensagens com o número atribuído a Moraes antes de ser detido, em 17 de novembro do ano passado.

O contato ocorreu após o escritório de advocacia Barci de Moraes, de propriedade da família do ministro, prestar serviços ao banco. Em mensagens de 15 e 16 de novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações da PF e questionou a possibilidade de ser alvo de um mandado de prisão.

O rito do julgamento, conduzido pelo relator Edson Fachin, prevê a leitura do relatório seguida da manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-gerel Paulo Gonet defendeu a anulação do relatório da PF, alegando que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao aprofundar a apuração sem autorização prévia do plenário.

O STF não confirmou a participação de Alexandre de Moraes na sessão. A presença de Dias Toffoli também é incerta, pois o ministro declarou-se impedido em julgamentos do caso Master por ser proprietário de um resort adquirido por fundo ligado ao banco.

Moraes não se pronunciou sobre o conteúdo das mensagens. Após o envio do caso a Fachin, o ministro chegou a incluir André Mendonça no inquérito das fake news, acusando-o de agir por motivos políticos, mas a medida foi posteriormente desfeita pelo relator.

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