O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, nesta terça-feira (15), a sessão que analisava a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento foi suspenso após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo, impedindo a Corte de decidir sobre a existência de elementos para o inquérito.
A análise no plenário ocorreu após relatório da Polícia Federal (PF) identificar 52 mensagens enviadas por Vorcaro a um número registrado no celular do ex-banqueiro como sendo de Moraes. O documento, baseado na quebra de sigilo do aparelho de Vorcaro, que foi preso por fraudes no Banco Master, reúne registros da relação entre os dois entre 2023 e 2025.
A sessão também não definiu se os processos envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça devem tramitar separadamente ou ser reunidos. A discussão chegou a um empate de quatro votos a quatro, mas o pedido de vista de Dino interrompeu a contagem. Com a saída provisória do voto de Dino, o placar registra quatro votos pela separação contra três pela reunião.
O pedido para reunir os processos foi apresentado por Gilmar Mendes. Durante a sessão, Dino e Mendes questionaram a maneira como o presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria do caso que anteriormente estava sob a condução de Mendonça.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou a validade do relatório da PF e pediu a anulação do documento. A defesa institucional de Moraes negou irregularidades e o ministro solicitou acesso integral aos dados extraídos do celular de Vorcaro.

