O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (17) que mantém uma relação apenas “institucional” com o ex-vereador Milton Leite (União Brasil). A declaração ocorreu após Leite se tornar alvo da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo da capital.
Tarcísio falou a jornalistas durante visita às obras do Hospital Regional de Itapetininga, no interior paulista. Ele disse que o relacionamento com o ex-vereador foi propositivo e voltado a projetos, alegando que tal vínculo não possui relação com as questões que são objeto de investigação.
O governador foi questionado sobre elogios que fez a Leite e sua família no dia 30 de agosto, durante o lançamento das candidaturas de Alexandre Leite e Milton Leite Filho. Naquela data, Tarcísio mencionou o acolhimento que recebeu da família ao chegar a São Paulo.
Como exemplos de interlocução com o ex-vereador, o governador citou discussões sobre a chegada do trem a Parelheiros e pautas de saneamento básico. Tarcísio não respondeu se a operação policial altera seu apoio às candidaturas dos filhos do aliado.
Sobre o trabalho dos investigadores, o governador afirmou que as operações não enxergam pessoas, partidos ou posicionamentos políticos, mas apenas fatos. A Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
Milton Leite, que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por seis anos, está entre os alvos de prisão temporária. O ex-vereador também é aliado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que elogiou a história de Leite e afirmou que cabe ao político provar a própria inocência.


