O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou neste sábado (12) que indícios preliminares apontam irregularidades em um prédio em construção que desabou na zona leste da capital. A obra estaria embargada e teria andares acima do previsto no projeto, resultando na morte de ao menos duas mulheres e no desaparecimento de quatro pessoas.
Tarcísio declarou que a causa do colapso deve ser apontada por laudos, mas acredita que o problema seja estrutural ou de fundação, e não causado diretamente pela chuva. Segundo o governador, se a obra tivesse sido executada corretamente, não teria desabado. Dois adultos e uma criança foram resgatados com vida no local.
No interior, municípios do Vale do Ribeira, como Eldorado e Iporanga, receberão ajuda humanitária para atender desalojados e desabrigados. Na região, a chuva causou a queda de uma barreira no km 104 da rodovia SP-165, em Eldorado, e derrubou tendas em Pariquera-Açu. O rio Ribeira de Iguape apresentou elevação, mas não houve medição oficial de transbordamento até a tarde deste sábado.
Um balanço citado pelo governador indica que 160 pessoas estão desalojadas e 23 desabrigadas no estado. A Defesa Civil registrou 25 ocorrências, incluindo alagamentos e quedas de árvores. Impactos também foram relatados em Sumaré, Monte Mor, Piedade e Avaré.
Na capital e região metropolitana, o sistema de bombeamento nas estruturas de Traição, Pedreira e nas barragens de Pirapora e Rasgão opera em capacidade máxima. Alagamentos bloquearam trechos da marginal Tietê na manhã deste sábado. O governo também administra a vazão da barragem da Penha.
A faixa de instabilidade deve provocar chuvas intermitentes até segunda-feira (14). Tarcísio alertou que o solo saturado aumenta o risco de deslizamentos, especialmente em cidades como Francisco Morato, Franco da Rocha, Ferraz de Vasconcelos, Guarujá, São Sebastião e Caraguatatuba. As escolas estaduais funcionarão normalmente na segunda-feira.
O governador cancelou compromissos de campanha neste sábado para acompanhar o gabinete de crise. A retomada da agenda depende da evolução do tempo e das ocorrências no estado.

