A prestação de contas parcial de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), candidatos ao governo de São Paulo, indica um volume menor de doações privadas em comparação ao pleito anterior. Os dados, referentes ao prazo encerrado no dia 13 de setembro, mostram que Tarcísio arrecadou R$ 7,1 milhões, enquanto Haddad declarou R$ 15 mil.
No mesmo período da última eleição, Tarcísio havia contabilizado R$ 4,3 milhões em doações privadas, valor que equivale a R$ 5,1 milhões em números corrigidos. Naquela ocasião, a ida ao segundo turno elevou o montante final para R$ 23,4 milhões. Atualmente, o candidato lidera a pesquisa Datafolha de 11 de setembro, com 49% das intenções de voto contra 29% de Haddad.
Integrantes da campanha de Tarcísio afirmam que o volume de recursos ainda deve crescer e contestam que o favoritismo nas pesquisas esteja desestimulando os doadores. Além do capital privado, o candidato recebeu R$ 9,8 milhões dos fundos eleitoral e partidário do Republicanos e R$ 1,5 milhão do PRD.
O principal doador de Tarcísio é o empresário Celso Penço Filho, com R$ 600 mil. Os irmãos Hélio e Salo Seibel, do Grupo Ligna, contribuíram com R$ 575 mil cada. A lista inclui ainda Guilherme Scheffer, com R$ 500 mil, e Fernando de Castro Marques, presidente da União Química, com o mesmo valor. Ao todo, 84 pessoas físicas doaram para a campanha.
Fernando Haddad mantém a estratégia de financiamento majoritariamente público. O PT investiu R$ 15 milhões e o PSB, partido do vice Márcio França, destinou R$ 1 milhão. A verba privada de R$ 15 mil de Haddad veio de três doações de R$ 5 mil, sendo duas delas de assessores parlamentares do PT na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp).
Na eleição anterior, Haddad obteve R$ 397 mil em doações privadas, o equivalente a R$ 474 mil nos valores atuais. O candidato também utilizou financiamento coletivo e recursos repassados via partido, que não identificam o remetente original.

