O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o adversário Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, trocaram acusações sobre corrupção, crime organizado e educação em debate na TV Globo na noite de terça-feira (29). O encontro teve bate-bocas e uso frequente de termos econômicos.
No segundo bloco, Haddad cobrou transparência sobre renúncias fiscais do estado, que têm custo previsto de R$ 85,6 bilhões este ano. O petista citou recomendação do Tribunal de Contas e pediu que Tarcísio abrisse as contas, CNPJ por CNPJ. O governador negou falta de transparência e disse ter criado campo específico na nota fiscal eletrônica.
Tarcísio atacou o adversário sobre o deficit primário do governo Lula e o recorde de recuperação judicial de empresas. Perguntou o que Haddad, ex-ministro da Fazenda, recomendaria ao presidente sobre ajuste fiscal. O petista respondeu que recebeu “calotes” de Paulo Guedes, mas que não discriminou o rival nas urnas.
Na primeira pergunta, Haddad escolheu segurança pública, criticando avanço do Comando Vermelho em Piracicaba. Tarcísio rebateu dizendo que suspeitos estão presos porque a polícia trabalhou. O petista citou o ex-vereador Milton Leite, preso por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC, e o governador devolveu mencionando a irmã de Léo do Moinho e a lobista Roberta Luchsinger.
No terceiro bloco, Haddad pressionou Tarcísio sobre a queda de SP no Ideb, da 3ª para 10ª posição no ensino médio, e cobrou promessa de 60% de matrículas em tempo integral. O governador rebateu dizendo que o estado recebeu “selo ouro” do MEC em alfabetização, o que Haddad disse desconhecer.
No tema saúde, Tarcísio afirmou ter inaugurado 14 hospitais e criticou a participação federal no financiamento. Haddad atribuiu o “caos” no Ministério da Saúde à gestão da pandemia por Jair Bolsonaro, citando que o país teve 2,7% da população mundial e 10% das mortes por covid-19.


