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Taxas dos DIs sobem com alta do petróleo e Treasuries

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de setembro de 2026 11:10
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) voltaram a subir nesta quinta-feira (10), acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos e a valorização do petróleo Brent, que superou a marca de US$ 105 por barril devido ao acirramento da guerra entre EUA e Irã.

Às 10h28, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,675%, alta de 5 pontos-base em relação ao ajuste de 13,63% da sessão anterior. No prazo mais longo, o contrato para janeiro de 2035 subiu 8 pontos-base, atingindo 14,295% contra 14,213% no fechamento anterior.

O cenário externo pressionou os ativos. O rendimento do Treasury de dez anos, referência global para investimentos, subia 8 pontos-base, chegando a 4,922%. Simultaneamente, o petróleo Brent registrou alta de 4,02%, cotado a US$ 105,28 o barril, atingindo três dígitos pela primeira vez desde julho.

A instabilidade é atribuída ao conflito entre EUA e Irã, que reavivou temores inflacionários. Como resposta, o Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros nesta quinta-feira, segunda vez que a instituição toma a medida no ano para conter a inflação.

No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços no país ficou estável em julho. O indicador registrou alta de 0,9% em comparação a julho de 2025, resultado abaixo das expectativas de economistas, que previam alta mensal de 0,2% e anual de 1,1%.

Apesar da pressão externa, investidores mantêm a percepção de que o Banco Central do Brasil deve cortar a taxa Selic em 25 pontos-base este mês. Dados de opções negociadas na B3, de terça-feira, indicavam 94,9% de probabilidade para esse corte e 60% de chance de nova redução de 25 pontos-base em novembro.

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