O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu, nesta quarta-feira (23), bloquear R$ 2,7 bilhões em contas e bens de cinco ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB). A medida, tomada em sessão fechada e por unanimidade, visa garantir o ressarcimento dos cofres públicos após a liquidação do Banco Master.
O bloqueio total soma R$ 2.761.749.206,55. Segundo o tribunal, a decisão baseia-se em indícios apontados em apurações sobre operações conduzidas pela instituição financeira pública, controlada pelo governo do Distrito Federal. Os ex-dirigentes têm 30 dias para apresentar defesa.
O TCDF determinou a realização de uma instrução prioritária para analisar se o bloqueio deve ser estendido a outras pessoas. O órgão também exigiu que o BRB envie, em até 24 horas, os dados de uma auditoria independente contratada para mensurar os prejuízos dos negócios com o Master.
O Banco Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central devido a indícios de gestão fraudulenta. Atualmente, o BRB está em desconformidade regulatória, pois não publicou os balanços operacional e patrimonial desde o ano passado.
A Polícia Federal (PF) investiga o caso por meio da Operação Compliance Zero, com supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração apura a suspeita de que ex-gestores tenham recebido vantagens indevidas para autorizar a compra de carteiras de crédito fraudulentas.
O valor dessas operações pode ultrapassar R$ 12 bilhões, embora o montante real do rombo ainda não tenha sido revelado.


