A recuperação do Teleférico do Alemão, na Zona Norte do Rio, inicia a substituição dos cabos de sustentação e movimentação das gôndolas na próxima semana. A etapa faz parte da reta final das obras de revitalização do sistema, que está desativado há quase dez anos.
A operação requer o transporte de 78 toneladas de bobinas e equipamentos armazenados no Comando de Operações Especiais da Polícia Militar, em Ramos. O deslocamento para os pontos de apoio deve durar três dias e contará com a atuação de 150 trabalhadores. Um guincho específico será utilizado para tensionar os cabos ao longo dos 3,5 quilômetros do percurso.
Os novos componentes possuem vida útil estimada em dez anos, o dobro do período dos cabos originais. Após renegociação com a fabricante francesa Poma, a garantia do material foi ampliada de cinco para dez anos sem acréscimo de custos.
O custo total da recuperação subiu para R$ 251 milhões, superando a previsão de R$ 170 milhões feita em 2022. O reajuste ocorreu devido a mudanças no cronograma e à inclusão de novos serviços. As seis estações — Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Paineiras — passaram por reforma com a instalação de elevadores, escadas rolantes, câmeras de segurança e sistema de som.
As 152 gôndolas foram modernizadas com melhorias na ventilação e adaptações contra a entrada de água da chuva. A conclusão da recuperação física está prevista para fevereiro de 2027, seguida por testes com e sem carga.
A entrega do sistema à Secretaria de Estado de Transportes (Setram) deve ocorrer em junho de 2027. Ainda não há data definida para a retomada do transporte de passageiros, nem decisão sobre o modelo de operação ou a cobrança de tarifas.
Inaugurado em julho de 2011, o teleférico operou por pouco mais de cinco anos. O serviço foi interrompido em outubro de 2016, durante a crise financeira do estado, e não voltou a transportar moradores desde então.


