A Torre Eiffel reabriu nesta terça-feira (8), um dia após uma greve de trabalhadores em protesto contra a exclusão de funcionárias durante a visita de uma delegação hindu ao monumento, em Paris. Visitantes voltaram a passar pelos controles de segurança pouco antes das 9h30.
A paralisação ocorreu depois que funcionários se disseram comovidos com o tratamento dado às trabalhadoras durante a visita, no sábado. Segundo o sindicato CGT, instruções profissionais levaram à marginalização, substituição e invisibilização das mulheres por causa do gênero.
A Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (SETE), empresa operadora do monumento, reconheceu que a delegação indiana solicitou a organização da visita para limitar as interações com mulheres. A companhia afirmou que essas condições não deveriam ter sido aceitas.
A delegação visitou o monumento durante a inauguração de um templo hindu em Bussy-Saint-Georges, a 30 quilômetros de Paris. O local foi consagrado no domingo pela organização espiritual Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS), grupo criticado por setores da diáspora indiana por ser conservador e nacionalista.
O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, anunciou que uma investigação será iniciada o mais breve possível. Ariel Weil, presidente da SETE e prefeito do distrito central de Paris, informou que nem ele nem Grégoire tinham conhecimento da visita. Weil afirmou o compromisso do monumento com a igualdade entre homens e mulheres.
A cidade de Paris é proprietária da Torre Eiffel e acionista majoritária da SETE. No ano de 2025, o ponto turístico recebeu mais de seis milhões de pessoas.


