A Transpetro e a Petrobras anteciparam medidas para preservar o abastecimento de combustíveis na Região Norte diante da previsão de redução dos níveis dos rios da Amazônia nas próximas semanas. Desde a segunda quinzena de setembro, a Operação Codajás mobiliza embarcações e monitoramento contínuo, com foco no transporte de gás de cozinha.
Coordenada pelo Comitê da Vazante Amazônica, que acompanha semanalmente as condições climáticas e o planejamento das operações, a iniciativa também busca manter o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Polo de Urucu, contribuindo para a segurança energética da região.
Diante da tendência de queda dos níveis dos rios e da possibilidade de restrições maiores à navegação, o plano de contingência prevê a antecipação de recursos e o posicionamento estratégico de embarcações em pontos considerados importantes para a operação.
Para este ano, dois navios gaseiros terão dedicação exclusiva: Gilberto Freyre e Jorge Amado. Também estarão disponíveis os gaseiros Oscar Niemeyer, Barbosa Lima Sobrinho, Darcy Ribeiro e Lucio Costa, além dos petroleiros Sergio Buarque de Holanda, Romulo Almeida e José Alencar.
Outra medida é o posicionamento do navio-tanque Epic Baluan, em Coari, que funcionará como estrutura de armazenamento adicional, aumentando a capacidade dos terminais existentes na região. A estratégia inclui parceria com a Marinha do Brasil para acompanhar as embarcações e realizar a sondagem de trechos considerados críticos durante a vazante.
Criada em 1995, a Operação Codajás chega a 31 anos de atuação em 2026. Segundo dados oficiais das empresas, o gás natural extraído na região responde por mais de 50% da geração de energia elétrica do Amazonas.

