As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam evolução satisfatória, com 50% das áreas em final de desenvolvimento vegetativo, elongação do colmo e emborrachamento. Segundo a Empresa Gaúcha de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), a área projetada para a safra 2026 é de 814.220 hectares, com produtividade média estimada em 2.701 kg/ha.
O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira indica que as parcelas mais adiantadas da cultura estão em floração (33%), formação e enchimento de grãos (16%) e maturação (1%). A redução das chuvas e a maior radiação solar permitiram a retomada de tratamentos fitossanitários e da adubação nitrogenada, especialmente em solos que estavam com umidade elevada.
Apesar do avanço, a sequência de dias nublados e chuvosos nas semanas anteriores favoreceu o surgimento de doenças fúngicas. O relatório cita a ocorrência de oídio, ferrugens, manchas foliares e a incidência de giberela em lavouras na fase reprodutiva. Na região de Santa Rosa, 45% do trigo está em floração e 27% em desenvolvimento vegetativo.
Outras culturas de inverno também seguem em monitoramento. A canola, com área estimada em 353.397 hectares e produtividade de 1.619 kg/ha, está em fase reprodutiva. No Noroeste do Estado, algumas áreas já foram colhidas, embora a nebulosidade e episódios de granizo tenham limitado o desenvolvimento em certas regiões.
As lavouras de carinata estão em reprodução, com destaque para Tupanciretã, em Santa Maria, onde 100% dos cultivos encontram-se em enchimento de grãos. A aveia-branca avança para a fase de enchimento de grãos, com colheita iniciada nas áreas mais adiantadas. Em Passo Fundo, 60% das lavouras de aveia estão em florescimento.
A cevada transita da fase vegetativa para a reprodutiva, com área de cultivo estimada em 20.320 hectares e produtividade média de 3.020 kg/ha. O estado geral da cultura é considerado satisfatório, embora as chuvas tenham mantido o risco de doenças foliares.

