Trinta e oito senadores manifestaram apoio à abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A mobilização ganhou força após o ministro André Mendonça levantar, na última terça-feira (1º), o sigilo de mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro André Vorcaro, autor de um golpe financeiro.
Atualmente, existem 66 pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes protocolados no Senado Federal. Um levantamento realizado desde a quarta-feira (2) buscou identificar o posicionamento dos 81 parlamentares da Casa sobre o tema.
Até a tarde desta segunda-feira (8), 60 senadores já haviam se pronunciado. Além dos 38 favoráveis ao processo, três parlamentares declararam ser contra a medida, enquanto 19 preferiram não se manifestar publicamente. Os demais senadores ainda não responderam à apuração.
Entre os senadores que apoiam o impeachment estão nomes como Sergio Moro (União-PR), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Na lista de opositores ao processo figuram Davi Alcolumbre (União-AP), Otto Alencar (PSD-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AC).
Paralelamente, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio Grande do Sul (OAB/RS) defendeu, em nota, o afastamento imediato do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por ter sido citado em relatório da Polícia Federal. A entidade também solicitou que o plenário do STF autorize a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e determine seu afastamento cautelar.


